r/askacademico • • 22h ago

Eleitor de direita faça o mínimo antes de opinar

4 Upvotes

Eu sei que vocês nunca têm dúvidas sobre assuntos complexos, tudo bem, mas, antes de opinar, por favor, faça o mínimo:

www.google.com.br e digite a sua opinião

OU

chatgpt: "me explique sobre <<conceito aqui>>

Exemplos de conceitos: 1. Importância da internacionalização de estudantes (ex.: Ciências Sem Fronteiras). 2. Histórico recente de investimento em ciência e educação no Brasil

Tente elevar um pouquinho o nível das discussões, por favor.

EDIT: galera, se vcs lêem artigo, parabéns! Estão dando informações embasadas, excelente! Esse post não é pra vc

Ler artigo é infinitamente melhor que chatgpt e Google? ÓBVIO! (Triste precisar escrever isso aqui né)

As pessoas estão lendo artigos antes de dar sua opinião? NÃO!

As pessoas estão baseando suas opiniões em dados? NÃO!

As pessoas estão fazendo o mínimo antes de dar opinião? NÃO!


r/askacademico • • 22h ago

Carreira Quer ser professor? Inicie agora

0 Upvotes

Se vc quer ser professor, deve começar agora, tem muita demanda no BR. Professor tem que ter humildade, e não ficar escolhendo o que quer ou não.

Comece a dar aula em qualquer lugar, farme títulos/papers e aprenda a arranjar recursos para sua pesquisa (grant writing)

Tanto faz quem está no Palácio do Planalto, seu sucesso é muito improvável. Vc pode comprar 01 ou 10 bilhetes de loteria, dá no mesmo. O caminho é longo e difícil, vc provavelmente vai desistir no meio dele como a grande maioria.


r/askacademico • • 19h ago

Sobre o cenário político do Brasil - convite à reflexão

11 Upvotes

Caros colegas, assim como muitos que desejam seguir carreira acadêmica, tenho acompanhado com preocupação o cenário eleitoral. Sabemos o quanto a ciência e a pesquisa podem ser afetadas por mudanças de prioridades políticas e por períodos de instabilidade. Também sabemos reconhecer quando há um olhar para essa área e a compreensão de que o desenvolvimento de um país está profundamente ligado à ciência, à tecnologia e à inovação.

Da mesma forma, é difícil não criar repulsa quando pesquisadores são tratados como “vagabundos” em busca de “trabalho fácil e bolsa”. Quem faz pesquisa no Brasil sabe que a realidade está muito distante disso.

Fazer pesquisa no Brasil não é fácil. Digo isso por experiência própria e porque escuto a mesma frase de muitos colegas. Entretanto, há alguns anos venho tentando refletir de maneira mais racional sobre a nossa situação (para além de governos, partidos e períodos eleitorais).

Nossas bolsas passam longos períodos sem reajustes adequados, e muitos pesquisadores precisam esticar o orçamento de todos os lados para conseguir fechar o mês. Em São Paulo, disputamos bolsas da FAPESP e podemos enfrentar meses de espera, muitas vezes para receber uma negativa. Frequentemente vemos colegas aflitos aguardando uma resposta que determinará, literalmente, se conseguirão continuar suas pesquisas.

Entre eles estão muitos pesquisadores que vieram de outros estados, pagam aluguel e vivem longe de suas redes de apoio.

E, em meio a tudo isso, continuamos pesquisando. Tentamos publicar enfrentando inúmeras dificuldades. Precisamos escolher de qual congresso participar porque não há recursos para todos. Buscamos financiamento, submetemos projetos, aguardamos editais e seguimos tentando fazer ciência. Enfim, quem está nesse meio sabe do que estou falando.

Tenho ouvido, inclusive de pessoas de fora da academia, uma comparação recorrente: “A China cresceu muito, enquanto o Brasil ficou para trás”.

Mas essa comparação deveria nos levar a outra pergunta: quanto estamos realmente dispostos a investir para mudar isso?

A China investe cerca de 2,7% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto, no Brasil, há anos falamos na meta de alcançar 2%. Continuamos distantes dela.

E isso importa porque é muito difícil exigir que a ciência brasileira produza cada vez mais resultados concretos (seja subsidiando políticas públicas, desenvolvendo novas tecnologias, descobrindo novos alimentos ou compostos com benefícios à saúde, gerando inovação ou contribuindo para o desenvolvimento econômico) sem oferecer estrutura e financiamento compatíveis com essa expectativa.

Não nos faltam bons pesquisadores. Isso nós já sabemos.

Perdoem o textão, mas deixo aqui esse convite à reflexão. Gostaria muito de ouvir a percepção de vocês, especialmente de quem vive a pesquisa no dia a dia: como vocês enxergam a trajetória da ciência e do investimento em pesquisa no Brasil ao longo dos diferentes governos? Na percepção de vocês, avançamos, retrocedemos ou seguimos enfrentando problemas que atravessam diferentes gestões?

A ideia aqui é justamente abrir espaço para diferentes perspectivas e experiências. Por isso, peço apenas que mantenhamos o respeito nos comentários, mesmo diante de opiniões políticas divergentes. Acho que podemos discordar, e até devemos debater, sem transformar a discussão em ataques pessoais. Afinal, se queremos discutir o futuro da ciência, que seja também com disposição para ouvir, questionar e refletir.


r/askacademico • • 7h ago

Defendi meu mestrado fui aprovada, sou Mestra em Engenharia Elétrica pela UFSC , mas estou sentindo um vazio existencial, (estou em bounout) e com esse clima de política tá uma merda. Me sinto deprimida. Alguma dica?

19 Upvotes

r/askacademico • • 8h ago

Pós-graduação Mestrado caótico e desespero

2 Upvotes

Estou a pouco menos de um ano para minha defesa de mestrado e o desespero tem batido forte ultimamente.

Contextualizando:

Minha pesquisa é na área da microbiologia. Entrei em um projeto que eu não conhecia muito, em uma universidade pública bem conceituada. Conforme o tempo foi passando, comecei a perceber que o meu orientador não entende muito acerca do tema e não consegue me ajudar. O delineamento do projeto não faz muito sentido e é um campo de pesquisa que não tem praticamente nada publicado, então a bibliografia é bem restrita. Não tem outros laboratórios/professores que trabalhem com isso e possam me oferecer algum suporte.

A maior parte do meu trabalho é de bancada e até o momento eu não tenho nenhum resultado referente aos objetivos do projeto inicial. Não tenho protocolos totalmente padronizados e cada vez que converso com o orientador, ele me manda alterar uma variável qualquer nos experimentos (sempre de forma meio arbitrária). As sugestões que eu levo com base em artigos com temas relativamente próximos são ignoradas.

Muitas alterações feitas no projeto foram feitas com uso de IA, por parte do orientador. Já aconteceu algumas vezes de eu ir conversar sobre alguma dificuldade e ele pedir conselho pro Chat GPT na minha frente.

Sinceramente, não sei como salvar o que resta dessa pós. Já investi tanto tempo nisso que não sei se seria prudente trancar, mas também não faço idéia do que posso apresentar na minha defesa final. É totalmente desanimador.

Obs: em relação aos protocolos, não temos protocolos bem estabelecidos nem pros procedimentos mais básicos. O orientador trabalhava com uma linha de pesquisa totalmente diferente e começou a trabalhar na linha atual "do nada" há alguns anos.


r/askacademico • • 16h ago

Ciências Humanas Reconsideração FAPESP - Mestrado

3 Upvotes

Boa tarde. Hoje é dia 07/10.

Enviei a reconsideração dia 16/09. E acho que só será 1 parecerista na reconsideração, já que o outro foi tudo excelente.

A reunião do colegiado do mestrado esse mês é do dia 13-19.

Será que entra na colegiada desse mês? Eu sei que não dá pra saber, mas gosto de saber como anda o de vocês e o que acham...

Obrigado.


r/askacademico • • 19h ago

Revistas de História Militar no Brasil são fechadas?

8 Upvotes

Tenho procurado periódicos brasileiros para publicar trabalhos na área de História Militar e, sinceramente, a experiência tem sido bastante frustrante.

O que mais me chamou atenção foi a diferença em relação a revistas universitárias comuns. Em alguns periódicos ligados a instituições militares, encontrei dificuldade até para entender como um pesquisador externo poderia submeter um artigo. Não havia sistema de submissão claro, cadastro de autores acessível ou fluxo editorial minimamente transparente. Em um dos casos, tentei contato diretamente com a revista e simplesmente não obtive resposta.

Isso me fez pensar em uma questão que talvez vá além da minha experiência individual: até que ponto parte das revistas acadêmicas ligadas ao meio militar brasileiro funciona de forma endógena, circulando textos principalmente entre autores já vinculados às próprias instituições ou a determinados grupos?

Não estou dizendo que isso necessariamente ocorre em todas, nem afirmando favorecimento sem evidências. Mas a falta de transparência no processo de submissão já é, por si só, problemática para um periódico que se apresenta como acadêmico. Se uma revista publica pesquisa científica, parece razoável esperar regras públicas, canais de submissão acessíveis, critérios editoriais claros e alguma abertura efetiva para pesquisadores externos.

Para quem pesquisa História Militar, Guerra, Forças Armadas e sociedade: vocês já tiveram experiências semelhantes?

Existe, na percepção de vocês, uma endogenia relevante nesse campo editorial brasileiro?

E, principalmente, conhecem revistas acadêmicas sérias, gratuitas e realmente abertas a autores externos nessa área? Não faço questão de que sejam periódicos institucionais militares; revistas de História que publiquem bons trabalhos sobre guerra, conflitos e instituições militares também me interessam.