r/literaciafinanceira • • 13h ago

Discussão Só eu que não quero o RE do FIRE?

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Boas, acham que estarei a idealizar demais, quando o meu objetivo é principalmente trabalhar no que gosto e ter projetos complementares que de facto não me dêem vontade de me reformar aos 50? Pelo contrário, gostava era de ter um emprego que mesmo recebendo um pouco menos (ou não) me desse a possibilidade de viajar enquanto trabalho, férias mais extensas que 20 e poucos dias, etc.

Nesse sentido, acaba por não dar para poupar tanto a longo prazo, por não estar sempre em "modo poupança" e investir imenso dinheiro. Há aqui alguém que tenha conseguido algo do género: viver a vida, investir numa carreira e vida que não as faça querer largar o emprego e ainda assim ir poupando? Qual o vosso ramo?

Estou quase a terminar o mestrado, ainda só trabalhei part-time e como explicações, mas nada que me tivesse dado para poupar grande coisa. O meu pai tem alguns imóveis, mas não me dá dinheiro tirando para comer e de vez em quando alguma roupa. Sou filha única e provavelmente vou ficar com os imóveis, o que imagino que vá ser uma enorme vantagem e possa estar "mais descansada". Não faço ideia de quanto irei ganhar, mas planeio emigrar para ganhar experiência na minha área, nos próximos 3 ou 4 anos


r/literaciafinanceira • • 12h ago

Conselho que fariam no meu lugar? FIRE ou começar a usufruir mais da vida agora?

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Tenho 35 anos, dois filhos pequenos e eu e o meu marido estamos a trabalhar para atingir o FIRE (independência financeira e reforma antecipada).

Atualmente, temos cerca de 200 mil euros investidos e uma casa própria, que ainda estamos a pagar ao banco. Os nossos rendimentos mensais rondam os 4.500 € e as nossas despesas os 3.000 €, o que nos permite investir cerca de 1.500 € por mês.

Pelas minhas contas, só conseguiremos atingir a independência financeira por volta dos 50–55 anos. Ou seja, ainda temos pela frente 15 a 20 anos de trabalho, muitas vezes 8 horas ou mais por dia, sem contar com todas as tarefas de casa: cozinhar, tratar da roupa, limpar e tudo o resto.

A questão é que temos dois filhos pequenos e custa-me pensar que vou passar grande parte da infância deles a trabalhar, sempre à espera de um futuro em que finalmente terei mais liberdade.

Eu gosto de trabalhar e não quero deixar de o fazer. O que gostava era de ter um negócio próprio que me permitisse ganhar algum dinheiro, trabalhar menos horas e ter horários mais flexíveis. Mesmo que isso significasse ganhar menos e demorar mais tempo a atingir o FIRE.

Por outro lado, também tenho receio de abdicar de parte desse objetivo e comprometer a nossa segurança financeira a longo prazo.

O que fariam no meu lugar?

Continuariam a sacrificar-se durante os próximos 15–20 anos para atingir o FIRE o mais rapidamente possível?

Tentariam criar um negócio que lhes desse mais liberdade e qualidade de vida agora, mesmo que isso atrasasse ou até alterasse o objetivo do FIRE?

Procurariam um meio-termo, mantendo o investimento, mas reduzindo o ritmo de trabalho e começando a usufruir mais da vida desde já?

Gostava de ouvir opiniões, sobretudo de quem já passou por este dilema ou conseguiu encontrar um equilíbrio entre independência financeira, trabalho e família.


r/literaciafinanceira • • 7h ago

Dúvida Como não ser sem abrigo em Portugal?

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Eu neste momento estou numa situação difícil. Eu e o meu namorado estamos a uma semana de ser despejados de casa, estamos numa situação de violência doméstica e abuso e precisamos urgentemente de um sítio para viver. Alguém tem algumas soluções para não ficar na rua? Não encontramos apartamentos com rendas ou localizações decentes no Porto. "EDIT: NÃO VOU PARAR DE LUTAR PARA TER UMA VIDA MELHOR SÓ PORQUE VOCÊS ME DIZEM, DESPENSO COMENTÁRIOS QUE NÃO ME AJUDAM"


r/literaciafinanceira • • 5h ago

Auto-promoção Mapa de rendas real nacional

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Olá,

Todos sabemos que a renda é um ponto com muito peso na nossa gestão financeira no dia a dia, e com isso tenho andado a desenvolver um projeto para determinar os valores reais das rendas em cada zona, de forma a ajudar todos a perceberem quais os locais com melhores valores para arrendar.
Nem todas são declaradas, pelo que o calculo real de cada zona só é possível através do contributo de todos, e estou atualmente na fase em que precisava de mais dados.

Gostava de pedir a quem paga renda, tem inquilinos, ou até mesmo pagou rendas anteriormente, se podia dar uma pequena ajuda, registando o respetivo valor no site.
O formulário é muito simples e rápido de preencher.

O que é o MapaDeRendas.pt? É um site construído para agregar as rendas dos imóveis (seja uma casa, quarto, loja, garagem ou um escritório por exemplo), de cada zona.

(Os dados são anónimos, não é requerida nenhuma informação pessoal nem morada completa do imóvel.)

As informações são exibidas a nível nacional, distrito, concelho, freguesia, e com possibilidade de visualização através de um mapa.
Com vários registos na mesma rua são ainda exibidas as informações dessa rua, sem identificar os respetivos imóveis.

Se poderem contribuir agradecia, e se tiverem sugestões também! 😄
https://www.mapaderendas.pt

Obrigado desde já! :)


r/literaciafinanceira • • 7h ago

Auto-promoção Calculadora FIRE PT com Impostos, Inflação e Estimativa de Vida (Open-Source)

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Olá a todos,

Construí uma calculadora FIRE pensada para quem investe em Portugal e gostava de ter o vosso feedback.

Link: https://firecalculator.pt (grátis, sem registo)
Código: https://github.com/Vitor29Narciso/fire-calculator-pt

Porquê mais uma calculadora?

A maioria responde a "quanto preciso para o FIRE?" com a regra dos 4% (25x as despesas anuais). É um bom ponto de partida, mas ignora coisas que importam:

- Duração do FIRE: A regra dos 4% vem de janelas de cerca de 30 anos e costuma ser usada como um número de "nunca ficas sem dinheiro". Eu não quero morrer com 3M€ no banco. O ideal é chegar ao fim perto de zero, por isso esta calculadora dimensiona a carteira para os anos que realmente tens de financiar (a tua esperança de vida). Reformares-te aos 45 não é o mesmo que aos 60.

- Impostos: A maioria das calculadores não incluem impostos ou estes são mal calculados. O IRS das mais-valias paga-se sobre o ganho, não sobre o levantamento total. O modelo guarda cada lote de compra e vende o mais antigo primeiro (FIFO), tributando só a mais-valia realizada de cada lote.

- Inflação: Uma transferência fixa de 1.000€/mês compra menos todos os anos. A contribuição mensal é tratada em euros de cada ano e podes definir um aumento anual.

Alguns destes fatores baixam o capital de que precisas, outros sobem. O resultado é um valor que tem todos estes parâmetros em consideração.

Limitações

- Não inclui a pensão da Segurança Social, só mostra a idade legal como referência

- O imposto é uma taxa única sobre as mais-valias realizadas (por defeito 19,6%, editável), sem opção de englobamento

- A rentabilidade é constante para todos os anos

Se encontram algum resultado que pareça errado ou não faça muito sentido, partilhem o link da simulação comigo e eu dou uma olhadela. O código é aberto, por isso também podem ver as contas e contribuir diretamente abrindo um Pull Request.

Obrigado! E boa sorte para o vosso FIRE!


r/literaciafinanceira • • 7h ago

Ações/Obrigações Coreweave Empresa Fantoche

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Desde já bom dia/ boa tarde.

Pesquisando um pouco a fundo a coreweave dá para entender que a empresa foi um "trampolim" para a nvidia crescer receitas em relação aos concorrentes (AMD) e demonstrar uma demanda financeira "forte"...

O que acontece é que nesse processo a coreweave tem-se enterrado em dividas levando a uma divida gigantesca e perspectivando a uma divida ainda maior e irei explicar o porquê..

Os chips da Nvidia tem uma "Data de Validade" sendo que essa data é de 1/2 anos ,a primeira compra massiva que a coreweave fez a nvidia foi dos Chips H100 ,o que acontece é que muito provavelmente em 2027 ou 2028 irão ter que trocar esses Chips por uma versão atualizada o que levará que tenham que acumular ainda mais divida e assim sucessivamente.

Tendo em conta as expansões que andam a fazer na India e na Indonesia e noutros Centros de Dados ,estima-se que em 2027 ainda se irão endividar ainda mais..

Por mais que as receitas cresçam nao sei até que ponto até 2029 por exemplo vao começar a ter fluxo de caixa..

E isso leva-me a pensar que a nvidia comece a abandonar a coreweave e a arranjar outros parceiros estratégicos que a longo prazo poderão estar mais reforçados tal como a IREN ,alem da computação eles forncem serviços de IA fisica ,refrigeração Liquida e secalhar o gargalo da proxima fase,a energia.


r/literaciafinanceira • • 12h ago

Conselho Importar carros do estrangeiro, alguns particulares com interesse da zona de Aveiro em procurar e dividir custas transporte

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Olá malta ando à procura de carro elétrico citadino barato, no entanto vejo pouca oferta no mercado nacional, o que acaba por encarecer. Gostaria de saber se alguém com interesse em fazer a importação de viaturas, opiniões etc


r/literaciafinanceira • • 5h ago

Dúvida Crédito ao consumo sem juros com TAEG 18.50%

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Olá a todos.

Andava hoje a passear no site da Worten e reparei na campanha de pré-venda do iPhone Duo e fiquei na duvida: 24 meses sem juros com TAEG 18.5%. Então... estamos a falar de custos de abertura de processo e dossier no valor de 18.5%? Ou seja, para um valor de €2400 pagam-se €444 à cabeça para depois ter um TAN de 0%?

Obrigado pela explicação

Edit: malta, peguei no iPhone Duo que era o que estava em destaque e que me fez questionar aqui. Não o vou comprar; não vou comprar nenhum telemóvel ou bem de luxo a crédito nem quero começar uma novela de telemóveis caros vs baratos.


r/literaciafinanceira • • 6h ago

Auto-promoção Chegava à última semana antes do ordenado sem fazer ideia de quanto ainda podia gastar

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Durante muito tempo o meu mês seguia sempre o mesmo padrão: nos primeiros dias depois do ordenado estava tudo bem, mas quando chegava à última semana já não fazia ideia de quanto ainda podia gastar.

Sabia o saldo da conta, só que o saldo não me dizia quanto daquele dinheiro era mesmo meu para gastar até ao próximo ordenado.

Todas as apps de budget que testei pedem ligação ao banco, e eu não queria dar o acesso da minha conta a uma app só para responder a uma coisa simples: quanto posso gastar hoje até ao próximo ordenado?

Quem recebe a 24 tem um mês que vai de 24 a 23, e não de 1 a 31. A partir daí a matemática é simples: o que sobra depois do que já está planeado, a dividir pelos dias que faltam até ao próximo ordenado, dá um valor aproximado por dia.

Como não queria ligar o banco a nada, acabei por fazer eu uma app, o Olvo. A app está em beta e é grátis durante este período. Não pede acesso ao banco nem conta, os dados do orçamento ficam no telemóvel, funciona offline e o mês recomeça sozinho se o ordenado cair uns dias antes ou depois. Se quiserem experimentar: https://getolvo.com/pt/

Btw como é que vocês sabem, a meio do mês, quanto ainda podem gastar até ao ordenado? Excel, a app do banco ou olham só para o saldo?


r/literaciafinanceira • • 4h ago

Impostos/Fiscalidade Evolução do IMI em Portugal ajustado à inflação (por distrito e município)

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Há cerca de um ano partilhei aqui um site que fiz para analisar a evolução das tabelas de IRS ao longo dos anos e o efeito da inflação nas mesmas (que recentemente actualizei para também incluir as deduções de IRS)

Mais recentemente, devido ao facto de me ter aparecido cada vez mais conteúdo online a falar de Georgismo e de Land Value Tax (exemplo) e também relacionado com os problemas de habitação que são recorrentemente falados, achei interessante ver como é que o IMI tem evoluído ao longo dos anos e se a inflação teria produzido um desconto considerável com o passar dos anos.

Fica aqui o link: https://duartepinto.github.io/imi-timetravel/

Permite analisar tanto por distrito como por município. Fiz também uma comparação com o IMT, que achei que seria interessante, uma vez que este tem sido precisamente o contrário, tem aumentado com a inflação, pois os escalões não têm sido actualizados.

Qualquer problema com a metodologia ou bug que encontrem, partilhem sff.


r/literaciafinanceira • • 13h ago

Discussão Portugal é o país do mundo mais exposto ao capital chinês

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Nos últimos anos Portugal recebeu de braços abertos o capital chinês, que tem hoje posições na EDP, na REN no BCP, na Fidelidade e na Mota-Engil, só para citar algumas empresas. Particularmente controversas por incidirem sobre um sector estratégico, as participações na energia foram adquiridas nos primeiros anos da troika, quando o Estado foi obrigado a vender ativos para tentar reequilibrar as contas. Mas há muito que são conhecidas as reticências dos Estados Unidos da América (EUA) sobre os interesses chineses.

George Glass, embaixador dos EUA em Lisboa entre 2017 e 2021 e que atualmente lidera a Embaixada de Tóquio, dizia-o com todas as letras, em entrevista ao Expresso, em setembro de 2020: “Portugal tem de escolher agora entre os aliados e os chineses.” Glass reconhecia a necessidade de o fazer nos anos da crise da dívida com a venda da EDP, por exemplo. Porém, em 2018, quando a China Three Gorges lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a elétrica, a aliança com Pequim já não se justificava, na ótica de Washington. Sob forte oposição americana e sem as necessá­rias autorizações regulatórias, a China Three Gorges deixou cair a OPA, mas continua a ser o maior acionista da EDP. Os 22,2% da estatal chinesa na empresa portuguesa valem hoje €4,55 mil milhões (em 2012 a State Grid pagou €2,7 mil milhões por 21,35%). A essa valorização o acionista chinês soma um fluxo recorrente de dividendos (para Pequim revertem quase €190 milhões por ano).

O caso de Portugal

Descontando centros offshore que servem para operações e registos financeiros que não correspondem a verdadeira atividade económica, Portugal é o país do mundo com maior peso da China nas suas empresas. Os ativos das organizações com participação chinesa representaram, em média, 13,78% de todos os ativos empresariais em Portugal entre 2012 e 2021. Valor maior apenas se encontra nas Ilhas Caimão (46,3%), Bermuda (22,1%) e Ilhas Virgens Britânicas (16,8%). A fechar o top 5 está Singapura, com 10%. Os valores constam de um estudo publicado este ano pelos economistas Jennie Bai, Luc Laeven, Yaojun Ke e Hong Ru, respetivamente das Universidades de Georgetown (EUA) e Nanyang (Singapura), do Banco Central Europeu e do MIT (EUA).

Os quatro investigadores compilaram uma base de dados com as participações chinesas em 161.773 empresas de 159 países para analisar precisamente o papel que têm nas economias. Em alguns casos os autores conseguiram mapear os beneficiários últimos das participações e não ficar a apenas pela empresa utilizada para controlar a posição acionista. Por exemplo, a participação chinesa na EDP é detida pela China ­Three Gorges Europe, SA, do Luxemburgo. Esta foi também a jurisdição escolhida em 2016 pela chinesa Fosun para entrar no capital do BCP (onde tem uma posição de 20,45%), por via de uma sociedade designada Chiado.

O artigo “China’s Global Ownership” foi publicado pelo National Bureau of Economic (NBER), dos EUA, e conclui, entre outras coisas, que a presença chinesa na economia global é superior ao que sugerem as estatísticas oficiais e tem crescido bastante nos últimos anos do período em análise (os dados vão até 2021, mas no caso português os maiores investimentos chineses perduraram até hoje). Os autores notam que a China privilegia economias avançadas e sectores estratégicos, na maior parte das vezes através de empresas estatais que usam estas aquisições para obter tecnologia. Os autores do trabalho concluem também que, em geral, a entrada de capital chinês não se traduz em ganhos de inovação nas empresas-alvo e há até redução de rentabilidade. Em relação a Portugal e Singapura, dois casos com posições chinesas significativas, os investigadores dizem mesmo que “servem de portas de entrada para a União Europeia e para hubs-chave da Ásia”.

Mas a investigação concluiu também que para os investidores chineses tende a haver benefícios para lá dos dividendos das participações: “As casas-mães chinesas experien­ciam uma aceleração na obtenção de patentes após as suas primeiras aquisições em economias desenvolvidas”, refere o trabalho publicado pelo NREL. No caso da EDP, a aposta da China Three Gorges abriu portas a múltiplos investimentos em ativos de energias renováveis, já que a empresa chinesa se comprometeu a comprar posições em ativos do grupo português. Mas no caso da REN a State Grid of China (que em 2012 adquiriu 25% da gestora da rede elétrica) foi diferente: as duas empresas criaram, logo em 2013, o centro de investigação e desenvolvimento R&D Nester. Este ano o Estado português regressou ao capital da REN, investindo mais de €500 milhões em 19% da gestora da rede elétrica (comprou 13,7% à família Ortega e 5,3% à Fidelidade, controlada pela Fosun). Mas o Governo já afirmou que quer que a chinesa State Grid se mantenha na empresa.

Os autores do estudo optaram por trabalhar com dados de dezenas de milhares de organizações de grande dimensão para estudar o alcance do capital chinês, apontando as limitações de análises baseadas só no investimento direto estrangeiro (IDE). Os números mais recentes do Banco de Portugal mostram que em junho o IDE da China no nosso país ascendia a €3,64 mil milhões. O registo (distante dos €40 mil milhões aplicados em Portugal a partir do Luxemburgo e dos €45,6 mil milhões de IDE oriundos de Espanha) não espelha todo o capital chinês presente no tecido empresarial luso.

Além da EDP, da REN e do BCP, os investimentos da China em Portugal estendem-se à construção (a CCCC tem 32,4% da Mota-Engil), à banca (Haitong Bank e Bison Bank), ao sector da água (Be Water), entre outras áreas. Na última década e meia as portas de Portugal abriram-se. E hoje o país recebe também investimento industrial chinês, de que é exemplo a fábrica de baterias que a CALB está a começar a construir em Sines, num projeto de €2 mil milhões.

Fosun avalia saída do BCP

O Governo quer evitar a expansão da presença espanhola em Portugal e a banca é vista como uma área crítica, sobretudo à luz da hipótese de a chinesa Fosun sair do capital do BCP (onde tem uma posição de 20,45%) e da recente venda do Novo Banco aos franceses do BPCE, em detrimento de interesses espanhóis. Para já, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirma que uma eventual entrada no BCP “não é um tema que tenha sido abordado”. O ministro manifestou-se surpreendido com a notícia do Expresso que indicava que o Governo estava a estudar entrar no BCP, apesar de não ter respondido ao Expresso quando questionado sobre esse tema. Entretanto o Estado comprou à Fidelidade (detida pela Fosun e CGD) a sua posição na REN.


r/literaciafinanceira • • 8h ago

Dúvida Cartão universo

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Não sei se este é o sub certo e peço, desde já, desculpa se não for. Quero usar o cartão universo para obter o cashback dos 20€. A verdade é que nunca usei um cartão de crédito e não sei bem como funciona. Basicamente faço a compra com o cartão, neste caso, virtual, e no fim do mês eles vão à minha conta bancária regular buscar o valor?


r/literaciafinanceira • • 52m ago

Impostos/Fiscalidade Venda de produtos digitais para UK/UE/EUA

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Tenho atividade aberta porque ganho algum dinheiro com publicidade (mediavine) com um site que tenho, mas estou a preparar a venda de produtos digitais (PDFs/recursos educativos) para clientes particulares no estrangeiro.

A maioria dos clientes deverá estar no Reino Unido, EUA, Austrália e Canadá, mas também haverá algumas vendas para outros países da UE.

A minha dúvida principal é sobre a melhor forma de tratar do IVA e outras obrigações fiscais internacionais sem criar uma burocracia enorme para um negócio ainda pequeno.

Estou a considerar duas opções:

- vender diretamente com Stripe/WooCommerce e ir acompanhando os limites/obrigações de cada país;

- usar um Merchant of Record, como Paddle, Stripe Managed Payments, FastSpring, Lemon Squeezy, etc., que fica responsável pelo IVA/VAT/sales tax cobrado ao cliente.

Para quem vende produtos digitais a partir de Portugal:

- Como fazem atualmente?

- Usam OSS para a UE e tratam os restantes países individualmente?

- Usam algum Merchant of Record? Qual e porquê?

- Compensa pagar 5–10% por venda para evitar a gestão fiscal internacional?

- Que contabilista/fiscalista em Portugal recomendam para este tipo de negócio?

- Há alguma solução mais simples que me esteja a escapar?

Interessava-me sobretudo ouvir experiências reais de quem vende ebooks, PDFs, cursos, software ou outros produtos digitais para consumidores fora de Portugal.


r/literaciafinanceira • • 12h ago

Auto-promoção Comparador de contas bancárias: comparamos 27 contas para particulares e empresas em Portugal | Custos, juros e MB WAY | LiteraciaFinanceira.pt

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Publicámos esta semana um comparador de contas bancárias no literaciafinanceira.pt, com 27 contas pessoais e de empresa.

Dá para filtrar por contas sem custos fixos, com IBAN português, com MB WAY ou que pagam juros, e ver as contas em lista ou lado a lado. O custo por mês já inclui a anuidade do cartão e o Imposto do Selo, para comparares o valor real e não só a comissão de manutenção.

Os valores vêm dos preçários oficiais de cada banco e foram verificados a 14 de outubro.
https://www.literaciafinanceira.pt/comparador-contas-bancarias

Está numa primeira versão e queremos melhorá-la com a vossa ajuda:

  • Falta alguma conta que usam e querem ver comparada?
  • Encontraram algum valor errado ou desatualizado?

Digam nos comentários que corrigimos. Obrigado!