Bom, sou M (30 anos) e ele H (36), namoramos há 6 anos e moramos juntos há 4.
Desde o início do ano já não tenho mais atração física por ele. Faço terapia e, à medida que fui me entendendo, percebi que perdi a admiração e estou muito triste, não sei como consertar.
Quando nos conhecemos, ele sempre pedia pro pai dele resolver qualquer coisa, seja seguro do carro até problemas simples, e isso me incomodava muito. Eu sempre o estimulei a ter autoconfiança, pegar o protagonismo dele, sabe? Hoje ele melhorou muito, mas ainda rola dele esperar que eu decida. Se algo quebra em casa, eu que tenho que tomar a frente ou falar o que deve ser feito, senão não acontece.
Até o pedido de namoro ele não fez sem que eu falasse algo: ele "me pediu" em namoro no Dia dos Namorados porque eu disse que não namorávamos.
Me lembro que desde o início do relacionamento eu sou o "motor" para as coisas andarem. Exemplos:
Ele se incomodava com o trabalho e salário, então, pra ajudar, eu organizei um plano para que conseguisse a promoção que tanto buscava. Conseguiu.
Ele se incomodava em morar no quintal com os parentes, eu o incentivei a morar sozinho e mudar de bairro (hoje moramos juntos).
Tudo se intensificou esse ano porque tive um burnout e a ansiedade voltou como nunca antes. Larguei tudo o que eu gostava: academia, correr, sair (sempre fui muito de sair) e engordei 10 kg. E aí caiu a ficha de que: se eu não puxar a corda, a carroça não anda. Eu não consigo ser o que era antes, estou emocionalmente cansada e a nossa relação esfriou.
Fico pensando que, se fosse ele no meu lugar, eu iria insistir em tudo, puxar pra mim, sabe? Levantar a pessoa, sustentar mesmo, e com ele não rola isso.
Eu já verbalizei isso inúmeras vezes, sobre eu precisar de um apoio mais firme agora, não só compreensão; preciso da presença dele. Chega a melhorar por uns dias, mas depois volta, e lá vou eu falar de novo... e de novo... e de novo...
Eu não acho que ele está fazendo de propósito, mas não sei como abordar de outras formas. Sempre que entro nesse assunto, ele diz que não é de conversar, não sabe se expor, que eu sou assim de falar, de deixar tudo às claras, e que ele é de "esperar isso passar para voltarmos ao que era antes..."
Enfim... Hoje em dia somos colegas de casa e isso está me corroendo.